Executivos Globais!

09/05/2010 00:49

Saindo por um tempo do assunto "Marketing de A à Z". Eu estou desenvolvendo o meu Trabalho Integrado deste semestre para o meu curso. O assunto é Mercado de Trabalho, análises Macro e Micro, com ênfase no Profissional de Vendas. Então, colocarei alguns textos pertinentes às nossas discussões, afinal todos nós estamos ou queremos estar no mercado de trabalho e evoluir. Obrigado e espero que seja proveitoso.

 

Executivos Globais!

            O maior efeito da Globalização no mercado de trabalho é o fenômeno dos “Executivos Globais”. Jovens estagiários intermediários e jovens recém formados são cada vez mais contratados por empresas multinacionais, e recebem convites para serem treinados em outras unidades da empresa ao redor do mundo. Este fenômeno não é algo novo, acontece desde o começo do século 20, entretanto, agora, de uma forma diferente.

            Em outras épocas, um profissional em começo de carreira deveria preeencher o seu currículo com cursos, pós-graduações, MBAs, mestrados e doutorados. Nos dias de hoje, a grande tendência é da empresa enviá-lo para as suas matrizes ou filias em outros países para que tenha a sua formação feita aos poucos e com uma visão de diferenciação do que vive até então, uma visão global e de outras culturas.

            Este fato, antigamente, ocorria de forma descendente, das matrizes para as filiais e dos países desenvolvidos aos sub-desenvolvidos ou em desenvolvimento, observando que tais profissonais eram de alto escalão. No momento, ocorre justamente o inverso, profissionais jovens, muitas vezes de 24 à 30 anos, são enviados para países como China, Índia e Chile, afim de obterem experiência em outras culturas e capacidade de adaptarem-se a situações novas. Tais experiências podem durar de meses a anos.

            Obviamente, não serão todos os profissionais novos no mercado que passarão por este processo, há determinadas qualidades a serem avaliadas. Em outros tempos, bastava-se bons relacionamentos e inglês fluente. Agora, necessita-se de um profissional que se encaixe dentro de um pacote de características, “Global Mindset”. Este pacote determina as capaciades imprescindíveis para um profissional global, como, competências técnicas e sociais; habilidades em entender, cominicar-se e administrar pessoas culturalmente diversas. Assim conseguindo encaixar-se no meio corporativo mais culturalmente diversificado.

            Este fenômeno transformou-se em um grande desafio para os departamentos de RH, recrutar e treinar funcionários de diferentes ambientes de forma única, sem as barreiras geográficas. Assim formando a mentalidade de globalização corporativa no funcionário.

            Executivos tradicionais, quando enviados a outros países, não entregravam-se a cultura local, buscavam as alternativas mais similares as das sua cultura de origem. Os novos executivos optam por vivenciar as novas culturas, redes sociais e ambiente, o qual vivem naquele momento; realemente vivenciar e aprender sobre aquela cultura, seus custumes, seus habitantes e a diferenças entre as outras localidades. Fala-se muito em que o brasileiuro é um cidadão multicultural, entretanto é uma afirmação capiciosa. Concorda-se que os brasileiros são mais abertos as culturas diferenciasdas e que não pertencem aos seus hábitos, sem sentir entranhamento e sem agir de forma depreciativa; acolhe outras culturas; são bem-vistos internacionalmente; e respeita os costumes alheios. Entretanto, quando o profissional brasileiro é colocado em um ambiente novo, resite a adequar-se aos costumes locais; características latentes de profiussionais de países que ficaram fechados ou isolados por muito tempo, como China e Rússia. Apesar disto, há países que oferecem uma maior hospitaliade, consequentemente uma maior capacidade de adaptação, ao profissional em demanda, como Canadá, Austrália e Nova Zelândia, oferencendo maiores condições de integração aos estrangeiros.

            O que motiva um jovem profissional a mudar-se para um outro país, não somente a questão monetária. Avaliam os desafios e possibilidades de crescimento. Até os anos 90, os destinos eram as grandes capitais dos países desenvolvidos, como Europa e EUA, entretanto com a saturação natural destes mercados e o surgimento de mercados emergentes, mudam este destrino para os mais variados. Profissionais que aceitam um cargo ou projeto em uma localidade “não tradicional” estam considerados em vantagem por estarem abertos a desafios, e também, generalizando, recebem salários e benefícios melhores.

            Esta nova “safra” de profissionais fazem parte da geração “Y”, criada e acostumada com a internacionalização. É muito mais comum, hoje, profissionais de 30 anos com cursos no exterior. O número de intercâmbios de estudantes brasileiros dobraram nos ultimos dez anos. Outra característica deste grupo é a vontade de crescer rapidamente e não possuir a paciência para isto. Provocando, muitas vezes, a grande rotatividade na empresas; benéfica em termos de experiência, porém prejudicial para projetos de médio a longo prazo.

            Uma experiência globalizada pode ter o mesmo peso do que um MBA. Passar uma temporada morando em um outro ambiente pode ser tão importante quanto um diploma. Pensando nisto a FGV criou um curso chamado OneMBA, global. Feito em parceiria com universidades da Holanda, EUA, México e China. Os alunos, divididos em grupos de diferentes nacionalidades, se comunicam usando o Skype e passam uma semana em cada institução. A intenção do curso é reproduzir uma situação empresarial de forma global. Muitas empresas subsídiam o curso ou outros, afim de criar um profissional adequado às suas necessidades.

            Com a estabilização monetária nos países emergentes como o Brasil, faz com que empresas multinacionais se estabelecessem em maior quantidade e façam seus intercâmbios de funcionários com maior facilidade. Tais empresas começaram a investir no treinamento dos seus funcionários enviando-os para suas matrizes e filiais ao redor do mundo. O objetivo é acelerar o processo de aprendizado ressaltando as qualidades necessárias do profissional para tal operação, competência emocional; empatia; tolerância; resilência; e capacidade de entender o nível de energia. Pesquisas mostram que 20% dos executivos são capacitados. Outros 20% dos executivos não. O que resulta em 60% de executivos a serem trabalhados. Como tais executivos são, geralmente, jovens solteiros, acabam não sendo muito dispendiosos para as empresas e produzem resultados mais satisfatórios, ainda aceitando salários menores do que executivos de alto escalão com uma família formada. Muitas empresas desligam o funcionário em sua unidade e é re-contratado na unidade o qual foi designado, diminuindo os custos para a empresa. Mesmo assim, ainda é mais dispendioso o treinamento de funcionários fora do seu país, porém torna-se essencial para o entendimento da cultura corporativa da empresa. O Brasil, com o seu crescimento e sua estabilização econômica, tornou-se um dos grandes destinos para o intercâmbio e vice-versa; desde que enquanto o mundo estava em crise, o Brasil, estava crescendo, criando um maior desafio para tais profissionais.

 

 

 

 

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